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Atlético-MG Promete Reformulação no Futebol Feminino Após Desempenho Insatisfatório
Por Redação FutGalo em 27/01/2025 13:41
Investimento e Estrutura para o Futebol Feminino do Atlético-MG
Paulo Bracks, recém-chegado ao cargo de Chief Sports Officer (CSO) do Atlético-MG, direcionou seu olhar para a situação delicada da equipe feminina do clube, as Vingadoras. O dirigente expressou grande preocupação com o desempenho da equipe na última temporada, que culminou no rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, com uma campanha de apenas um ponto conquistado. Bracks assegurou que mudanças significativas serão implementadas no setor, que agora está sob sua responsabilidade direta na gestão do clube.
O novo gestor enfatizou a necessidade de uma abordagem mais profissional e cuidadosa com o futebol feminino. "O futebol feminino precisa de carinho, atenção, respeito e profissionalismo. Isso comigo vai ter. É inadmissível o Atlético, em um Campeonato Brasileiro, fazer um ponto em 45. Isso não existe.", declarou Bracks, evidenciando a urgência de uma reestruturação completa. Ele planeja visitar a Vila Olímpica para avaliar as condições das instalações e identificar as melhorias necessárias para impulsionar o desenvolvimento da modalidade.
Revisão do Orçamento e Busca por Melhorias
Apesar do orçamento de R$ 7,5 milhões destinado ao futebol feminino para a temporada de 2025 ser mantido, Bracks pretende analisar se esse valor é suficiente para montar um elenco competitivo. Ele questiona se o investimento atual está alinhado com a ambição do clube de retornar à elite do futebol feminino. "Vou entender um pouco do que aconteceu no ano passado, porque, como eu disse, é inadmissível um resultado esportivo como aconteceu. Um ponto em 45 não condiz com a história do Atlético," afirmou o dirigente.
Bracks também ressaltou a importância de garantir que as atletas tenham condições de trabalho adequadas. "Oportunamente, a gente pode entender se esse orçamento é suficiente ou não para fazer um time que vai, obviamente, brigar para subir - porque não vamos aceitar o Atlético na (Série) A2 do feminino - e para dar condições melhores a todas as atletas para poder trabalhar." A declaração demonstra um compromisso em elevar o nível do futebol feminino no clube, indo além de apenas buscar resultados esportivos.
Comparativo com Rivais e Movimentações no Elenco
Em contraste com seus rivais locais, América-MG e Cruzeiro, o Atlético-MG ainda não divulgou informações detalhadas sobre seu elenco feminino. A equipe se reapresentou na segunda semana de janeiro, mas o clube ainda está em processo de contratação e dispensa de jogadoras. Essa falta de transparência levanta questionamentos sobre o planejamento para a temporada e reforça a necessidade de uma gestão mais eficiente e organizada.
Investimento Desproporcional e Desafios Futuros
O orçamento destinado ao futebol feminino do Atlético-MG representa menos de 2% do que é investido no futebol profissional masculino. Enquanto o contrato máster com a H2BET gera um montante de R$ 60 milhões anuais, o futebol feminino receberá cerca de R$ 1 milhão. Essa disparidade nos investimentos evidencia um desafio para a gestão de Bracks: equilibrar as prioridades e garantir que o futebol feminino receba a atenção e os recursos necessários para alcançar resultados expressivos.
O Atlético-MG tem pela frente a disputa da segunda divisão do Brasileirão, além do Campeonato Mineiro e da Copa do Brasil, uma nova competição no calendário do futebol feminino. Essas competições serão cruciais para avaliar os efeitos da reestruturação implementada por Paulo Bracks e o potencial de crescimento das Vingadoras. A torcida aguarda ansiosamente os próximos capítulos dessa jornada, com a esperança de ver o time feminino do Galo reconquistar seu espaço no cenário nacional.

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