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Gritos Homofóbicos Marcam Novamente Jogo do Atlético-MG
Por Redação FutGalo em 25/09/2024 21:14
Repetição de Atos Discriminatórios no Futebol: Atlético-MG e a Cultura da Intolerância
Em um novo episódio de intolerância no futebol brasileiro, a torcida do Atlético-MG voltou a se envolver em cânticos homofóbicos, desta vez direcionados ao goleiro Fábio, do Fluminense. O episódio, que ocorreu durante a partida de volta das quartas de final da Copa Libertadores da América, na Arena MRV, coloca em evidência a persistência da cultura da discriminação dentro dos estádios brasileiros.
Os gritos, que se intensificaram a cada cobrança de tiro de meta por Fábio, ecoaram pela Arena MRV, revelando um padrão de comportamento preocupante por parte de uma parcela da torcida atleticana. O jogador, que defendeu o Cruzeiro por 15 anos, foi chamado de ?bicha? por diversas vezes durante o jogo, o que demonstra uma falta de respeito e um ataque direto à sua sexualidade.
É importante destacar que este não é um caso isolado. No Campeonato Mineiro de 2024, a mesma torcida já havia proferido cânticos homofóbicos contra Rafael Cabral, então goleiro do Cruzeiro, em um clássico disputado na Arena MRV. O clube, denunciado e julgado por este ato discriminatório, foi punido com uma multa de R$ 40 mil.
A Inércia das Autoridades: Ausência de Ações Concretas Contra a Homofobia no Futebol
A repetição de atos discriminatórios por parte da torcida do Atlético-MG levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas tomadas pelas autoridades para combater a homofobia no futebol. A partida contra o Fluminense, apesar dos gritos homofóbicos, não foi interrompida, e não houve nenhum tipo de alerta ou punição para a torcida atleticana.
No Campeonato Brasileiro, em jogo que ocorreu no Mineirão, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza não registrou os gritos na súmula, descumprindo um protocolo que exige a citação de casos de discriminação no documento oficial da partida.
A inércia das autoridades diante da repetição de atos discriminatórios no futebol, como os ocorridos com a torcida do Atlético-MG, demonstra uma falha grave no combate à homofobia dentro dos estádios. A falta de ações concretas e eficazes contribui para a perpetuação de uma cultura de intolerância que precisa ser combatida com rigor e seriedade.
O Impacto da Homofobia no Futebol: Um Esporte para Todos?
A homofobia no futebol tem um impacto profundo na vida dos jogadores, árbitros e torcedores LGBTQIA+. A presença de insultos homofóbicos nos estádios cria um ambiente hostil e discriminatório, que impede que essas pessoas se sintam seguras e confortáveis para expressar sua sexualidade e identidade de gênero.
A repetição de casos como o ocorrido na Arena MRV coloca em xeque o discurso de que o futebol é um esporte para todos. A inclusão e o respeito à diversidade são essenciais para que o futebol seja verdadeiramente um esporte para todos, livre de preconceitos e discriminação.
É urgente que as autoridades, os clubes e as entidades esportivas tomem medidas eficazes para combater a homofobia no futebol. A punição exemplar aos clubes que se omitem diante de atos discriminatórios, a criação de mecanismos eficientes de denúncia e a implementação de campanhas de conscientização são medidas essenciais para promover a mudança cultural necessária para que o futebol seja um esporte verdadeiramente inclusivo.
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